A elegância do comportamento!

Não há caminho novo. O que há de novo e o jeito de caminhar.

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã ata a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa. Algumas nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca-a-boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a um frentista; nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao do outro.

É muito elegante não falar em dinheiro em bate papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

É muito elegante saber pedir; e quando precisar mandar, o faça educadamente.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licença para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem estas frescuras”.

Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que jamais irão desfrutá-las. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura!

É A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO…

Mardoqueu

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