País entra na “guerra fiscal” mundial por semicondutores

A indústria de componentes eletrônicos está a um passo de renascer no país. Um pacote de incentivos fiscais, financiamentos a juros módicos e oferta de participação pública em investimentos fabris foi anunciado pelo Brasil para todo o mundo e parece que começa a funcionar. O BNDES negocia a instalação de cinco fábricas de semicondutores e displays no país, um grupo que pode trazer para cá até US$ 1 bilhão em investimento direto, algo que se configura como o ressurgimento de um setor industrial atropelado pelos asiáticos. O pacote inclui até isenção de Imposto de Renda para as indústrias de semicondutores e displays.

A negociação está entregue a uma equipe de negociadores do BNDES. A meta é viabilizar a instalação de elos da cadeia de semicondutores e remontar uma rede de fornecedores para o atendimento dos mercados brasileiro e mundial, com ênfase na América Latina. A iniciativa pode recolocar o país no mapa dessa indústria que fatura US$ 200 bilhões anuais.

Além da estratégia de dar mais independência ao parque industrial brasileiro no acesso a dispositivos só disponíveis no mercado internacional, a instalação dessas empresas pode ajudar a reduzir o deficit comercial do país, uma conta que fica ano após ano mais salgada. O Brasil já tem um mercado anual de 15 milhões de computadores, mais de 40 milhões de celulares e 12 milhões de televisores. E os componentes essenciais são, em sua maioria, importados.

Em 2008, o deficit da balança comercial do complexo eletroeletrônico foi de US$ 15 bilhões, sendo US$ 4 bilhões só com a compra de semicondutores (visores ou displays e chips). Esta é uma conta que só cresce. Basta olhar o que ocorre com os displays. Em 2012, o Brasil será o terceiro maior consumidor de displays, atrás de China e EUA. Se não atrair nenhuma indústria, será um contumaz importador.

Segundo Maurício Neves, chefe do departamento de indústria eletrônica do BNDES, além das cinco propostas firmes já dentro do banco, há ao menos cinco conversas em andamento, resultado da publicidade que o Itamaraty fez dos incentivos concedidos a quem quiser incluir o Brasil no mapa da indústria microeletrônica. O banco tem mandato do governo para fechar acordos, o que inclui a participação do BNDESPar no negócio.

Fonte: Folha de São Paulo (27/09/2009) e Portal Investe São Paulo

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