Arquivo da tag: opensource

Novo Ubuntu 11.04 trará quatro mudanças radicais.

Sistema operacional de código aberto irá apresentar interface para dispositivos touch; versão para netbook não estará mais disponível.

A combinação entre a crescente popularidade do Ubuntu com todas as expectativas da próxima versão fazem com que a Natty Narwhal, ou Ubuntu 11.04, seja a distribuição mais esperada do sistema operacional de código aberto.

Marcada para ser lançada oficialmente no dia 28 deste mês, a Natty Narwhal será a primeira versão do Ubuntu com várias mudanças radicais. O sistema gráfico Wayland não estará pronto a tempo, contudo o Unity, que possui capacidades 3D, já substituiu o Gnome como interface padrão do desktop, por exemplo.

A versão 2D do Unity também está disponível, e o Ubuntu 11.01 utiliza o gerenciador de janelas Compiz em do Mutter, como padrão. O LibreOffice está incluso, e uma montanha de outras mudanças também está planejada para o software – a primeira versão beta da nova distribuição foi disponibilizada na última quarta-feira (30/03).

Enquanto isso, novidades sobre recursos adicionais emergiram nas últimas semanas, o que aumenta ainda mais a ansiedade para o lançamento da versão final. Aqui estão quatro novos recursos que foram anunciados:

1. Teste antes de… instalar
A começar pelo Ubuntu 11.01, a Central Programas Ubuntu irá, como foi divulgado, permitir ao usuário testar aplicações sem a necessidade de instalá-las, da mesma maneira que os usuários de Android podem fazer na Amazon Appstore. Há um vídeo no YouTube demonstra essa capacidade do Ubuntu em ação.

2. ‘Love Handles”
Aqueles que utilizam dispositivos touchscreen com certeza irão gostar do “Love Handles” para Ubuntu, que é desenvolvido para tornar mais fácil o redimensionamento e movimento de janelas ao rodar o sistema em um tablet ou outro aparelho touchscreen, disponível como um plug-in Compiz. Há também um vídeo que mostra como o Love Handles funciona.

3. Sem instalações automáticas de terceiros

Depois de considerar a possibilidade de habilitar como padrão a opção de “instalar softwares terceirizados” ao instalar o Ubuntu, a Câmara Técnica do Ubuntu votou na semana passada para que isso não fosse feito. Tanto razões legais quanto de usabilidade foram citadas para derrubar a proposta.

“Há uma tolerância muito pequena para falhas em casos de uso comum e básico” explicaram os especialistas da Câmara em nota. “No mundo em que queremos chegar, todas as funcionalidades que os usuários esperam será obtida a partir do software livre”. O flash, por exemplo, será compatível para download a partir do Ubuntu, entretanto a opção não será habilitada como padrão.

4. Fim da edição para Netbook
Após ficarmos sabendo sobre planos da Canonical para descontinuar a versão separada do Ubuntu para Netbook, é confirmado que ela não virá com o lançamento da Natty Narwhal. Ao invés, disso, será um produto de núcleo único que irá rodar “em qualquer máquina, desde um netbook até um notebook e um desktop”, conforme foi escrito pela companhia em seu blog. O Ubuntu Server, em contrapartida, será mantido separadamente.

Fonte: Computerworld

Anúncios

XML: Comunidade open source torce pela Microsoft

Se gigante vencer processo em que é acusada de infringir patente, abrirá ótimo precedente para companhias que enfrentam problemas semelhantes.
É raro o momento em que a comunidade open source torce pela Microsoft nos tribunais, mas, pasmem, é justamente isso que está ocorrendo com a batalha que a gigante trava contra a Canadian i4i, empresa especializada em tecnologias de conteúdo colaborativo.

O processo, na verdade, transcorreu durante todo o ano passado, quando a empresa canadense acusava a Microsoft de infringir sua patente relativa ao formato XML. A companhia de Redmond perdeu a ação. Entrou com recurso e perdeu novamente, sendo obrigada a pagar 290 milhões de dólares, além de tirar o suporte ao padrão no Word 2007.

Na última segunda-feira (29/11), no entanto, a Suprema Corte dos Estados Unidos aceitou novo apelo do réu, ao exibir que recebera o apoio de empresas do porte de Google, Electronic Frontier Foundation (EFF) e Apache.

Claro e convincente
Mas por que algumas rivais estão apoiando a Microsoft nesta empreitada?

O que está em jogo é uma questão muito sensível: até que ponto uma companhia de software pode ir para invalidar uma patente.

Na maioria dos casos civis, o que guia o processo é o mote “preponderância de evidência”, que prioriza os fatos que são provavelmente verdadeiros, como explica, em seu blog, Michael Barclay, do departamento jurídico da EFF. Em se tratando de patentes, entretanto, uma norma mais rígida é utilizada, que exige do acusado evidências “claras e convincentes”.

Esse modelo intransigente traz dificuldades desproporcionais aos réus, principalmente em um contexto de software open source, diz Barclay. Além disso, “ameaça impedir a inovação e a difusão do conhecimento”.

Torcida
Naturalmente, muitos membros da comunidade open source acreditam que patentes de softwares são altamente problemáticas. Por isso, eles esperam que, desta vez, excepcionalmente, a Microsoft prevaleça, facilitando a tarefa daqueles que têm de enfrentar problemas semelhantes, ou seja, acusações que se baseiam em patentes equivocadamente construídas e aceitas.

A decisão definitiva para o processo é esperada para o primeiro semestre do ano que vem. Até lá, a EFF espera obter o apoio de outras empresas, inclusive – ou principalmente – aquelas envolvidas com projetos de código aberto. Esta talvez seja a primeira vez em que a maioria está ao lado da Microsoft.

Fonte: Computerworld

%d blogueiros gostam disto: