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Palestra: “Introdução ao Software Livre e Gerenciamento de Documentos com Alfresco” – FLISOL 2015 – Marília

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Novo Ubuntu 11.04 trará quatro mudanças radicais.

Sistema operacional de código aberto irá apresentar interface para dispositivos touch; versão para netbook não estará mais disponível.

A combinação entre a crescente popularidade do Ubuntu com todas as expectativas da próxima versão fazem com que a Natty Narwhal, ou Ubuntu 11.04, seja a distribuição mais esperada do sistema operacional de código aberto.

Marcada para ser lançada oficialmente no dia 28 deste mês, a Natty Narwhal será a primeira versão do Ubuntu com várias mudanças radicais. O sistema gráfico Wayland não estará pronto a tempo, contudo o Unity, que possui capacidades 3D, já substituiu o Gnome como interface padrão do desktop, por exemplo.

A versão 2D do Unity também está disponível, e o Ubuntu 11.01 utiliza o gerenciador de janelas Compiz em do Mutter, como padrão. O LibreOffice está incluso, e uma montanha de outras mudanças também está planejada para o software – a primeira versão beta da nova distribuição foi disponibilizada na última quarta-feira (30/03).

Enquanto isso, novidades sobre recursos adicionais emergiram nas últimas semanas, o que aumenta ainda mais a ansiedade para o lançamento da versão final. Aqui estão quatro novos recursos que foram anunciados:

1. Teste antes de… instalar
A começar pelo Ubuntu 11.01, a Central Programas Ubuntu irá, como foi divulgado, permitir ao usuário testar aplicações sem a necessidade de instalá-las, da mesma maneira que os usuários de Android podem fazer na Amazon Appstore. Há um vídeo no YouTube demonstra essa capacidade do Ubuntu em ação.

2. ‘Love Handles”
Aqueles que utilizam dispositivos touchscreen com certeza irão gostar do “Love Handles” para Ubuntu, que é desenvolvido para tornar mais fácil o redimensionamento e movimento de janelas ao rodar o sistema em um tablet ou outro aparelho touchscreen, disponível como um plug-in Compiz. Há também um vídeo que mostra como o Love Handles funciona.

3. Sem instalações automáticas de terceiros

Depois de considerar a possibilidade de habilitar como padrão a opção de “instalar softwares terceirizados” ao instalar o Ubuntu, a Câmara Técnica do Ubuntu votou na semana passada para que isso não fosse feito. Tanto razões legais quanto de usabilidade foram citadas para derrubar a proposta.

“Há uma tolerância muito pequena para falhas em casos de uso comum e básico” explicaram os especialistas da Câmara em nota. “No mundo em que queremos chegar, todas as funcionalidades que os usuários esperam será obtida a partir do software livre”. O flash, por exemplo, será compatível para download a partir do Ubuntu, entretanto a opção não será habilitada como padrão.

4. Fim da edição para Netbook
Após ficarmos sabendo sobre planos da Canonical para descontinuar a versão separada do Ubuntu para Netbook, é confirmado que ela não virá com o lançamento da Natty Narwhal. Ao invés, disso, será um produto de núcleo único que irá rodar “em qualquer máquina, desde um netbook até um notebook e um desktop”, conforme foi escrito pela companhia em seu blog. O Ubuntu Server, em contrapartida, será mantido separadamente.

Fonte: Computerworld

Softwares open source chegam à maturidade

Não é uma questão puramente financeira. Empresas já avaliam predominantemente as funções, os recursos e o desempenho.

 

Há três anos, o diretor de TI Jim Wenner procurava por uma solução de BI. Ele não pensava em contratar o Cadillac dos serviços, pois tudo que precisava fazer era gerar relatórios para a rede de lojas de conveniência Sheetz, avaliada em 4,9 bilhões de dólares. Depois de verificar as opções, Wenner decidiu-se pela suíte de BI da empresa Pentaho Corporation, uma solução de código aberto. A escolha foi motivada pela presença de funções requisitadas e pelas oportunidades de economia.

De natureza prática, Wenner havia planejado um plano B para o caso de o produto não ser tão eficiente “Nós estabelecemos uma meta. Se entre seis e nove meses depois de implementada, a solução não trouxesse os resultados no nível que esperamos, poderíamos substituí-la por outro programa”, explica.

Agora, passados dois anos, a parceria entre a Sheetz e o provedor da suíte de BI permanece em andamento. Wenner diz que houve curvas de aprendizado que desafiavam a expertise dos desenvolvedores. Atualmente apenas em software, Wenner investe algo em torno de 50 mil dólares anuais. “Não somos adoradores de plataforma de código aberto, apenas tentamos lidar com nossos recursos de maneira sábia”, diz.

Não é coisa de fã

Está evidente que fanatismo e adoração não têm mais nada a ver com a adoção de plataforma abertas no meio corporativo. Um estudo recente conduzido pela Accenture PLC evidenciou que metade das 300 empresas de grande porte pesquisadas já está comprometida com soluções de código aberto, ao passo que 28% ainda realizam testes ou têm empregado esse tipo de software em casos específicos. No geral, 69% dos respondentes afirmou avaliar a possibilidade de aumentar os investimentos em soluções open source.

O chefe do departamento de arquitetura de TI da Accenture, Paul Daugherty, diz que a participação de softwares de código aberto é mais evidente em níveis mais baixos, como servidores de aplicativos web,  “mas sua participação em ambientes menos técnicos tem aumentado. Agora percebem-se empresas que buscam por integração de soluções de código fonte aberto, como frameworks e outros”, afirma.

O que chama atenção na pesquisa da Accenture é o fato de as empresas terem citado qualidade, segurança e confiabilidade como fatores mais atraentes na escolha por softwares open source. O que se esperava era o fator custo na liderança das motivações de escolha por produtos de código aberto, já que por muito tempo foi assim.

Segundo Daugherty “isso é um sinal de que esse modelo de software se aproxima da maturidade e que as empresas avaliam predominantemente as funções, os recursos e o desempenho ante aos custos relacionados com a adoção das plataformas open source”.

Na ótica do diretor de TI da American Nuclear Society, Joseph Koblich, o incentivador da tranquilidade que gestores de TI têm ao integrar soluções open source em suas estruturas é o fato de existirem milhares de comunidades em que se compartilham informações e conhecimento. “Uma base extensa assim dá aos administradores maior certeza de suas estruturas não naufragarem por falta de quem lance a bóia salva-vidas”, ressalta.

Koblich e sua equipe interna de TI desenvolveram um fluxo eletrônico de documentos baseados em ferramentas de código aberto como MySQL; também usam servidores Linux há mais de dez anos.

Por vezes, o diferencial entre os softwares de código aberto e os comerciais está em sua flexibilidade. Por dois anos a empresa Mitre Corp, sediada no estado norteamericano de Massachussets, aplica soluções open source no desenvolvimento de sua rede social interna. Batizada de Handshake, a plataforma exigia uma interface com o portal intranet da empresa. Tal solução não era encontrada em nenhum produto comercial padrão; a saída mais lógica foi partir para uma opção de código aberto.

O CIO da Mitre Corporation, Joel Jacobs, queria estar em sintonia com a evolução. “Não podemos realizar modificações profundas no portal comercial na velocidade que gostaríamos. Decidimos, então, migrar para uma plataforma de código aberto e baseamos nossa aproximação com releases sucintos de tamanho padrão e na análise dos comentários de nossos usuários”.

Metodologia

A equipe de TI conduziu um experimento de seis meses de duração para desenvolver um software de código aberto mais flexível que a interface comercial que usavam até então. Terminado com sucesso, o projeto deve ir ao ar até o final do ano, substituindo a versão comercial.

Jacobs reconhece que há seis anos jamais teriam considerado partir para um modelo de infra estrutura lógica desse tipo. “É um a mudança radical em nossa filosofia”, afirma o executivo que reconhece a impossibilidade dessa substituição acontecer com os softwares instalados nos servidores de RH e de finanças da empresa. “Mas, quando o assunto é interface com usuários via web, estaremos sempre dispostos a avaliar as opções disponíveis”, ressalta.

A empresa de pesquisas Gartner antevia o crescimento das plataformas abertas e sua chegada ao disputado mercado. O analista da organização, Mark Driver, porém, reconhece que a maturidade da plataforma open source é algo que deve ser apreciado com moderação e cautela, pois não se aplica a todas as soluções que permeiam o mercado.

O mesmo pode ser dito do volume de informações sobre cada pacote diferente. “Partir da premissa de sucesso garantido para todas os aplicativos dessa plataforma leva inevitavelmente a decepção”, alerta.

“É algo com que me deparo diariamente. As organizações dizem que economizaram volumes absurdos de recursos com o Linux e afirmam estar satisfeitas. Assim que as empresas se livram das inconvenientes licenças da Oracle e DB2 os problemas começam em efeito dominó. A adoração pelo código livre é tamanha, que não avaliam os riscos de gestão intrínsecos às mudanças desse tipo”, adverte Driver.

Segundo o analista, as organizações baixam todo e qualquer aplicativo que encontram na internet, os instalam e, sem se aproximar do fornecedor do produto, acreditam que se a solução se transformar em problema, serão capazes de resolvê-las com uma ou duas pesquisa no Google. “O que, muitas vezes, não é o caso”, conclui.

Por esses e outros motivos as Accenture adverte aos clientes que utilizem distribuições de plataformas open source com contratos de suporte do fornecedor. “Somente assim você terá certeza de que poderá contar com o apoio necessário”.

 

Fonte: Computerworld

10 razões pelas quais código livre é bom para os negócios

Após a finalização do CITOS (Congresso de Inovação em Tecnologias Open Source), promovido pelo UNIVEM, segue a notícia publicada pela Computerworld a respeito de software livre.

Com a crise financeira, as vantagens do software livre ficaram mais evidentes e a opção deve ser considerada.

 

Com tantas empresas e órgãos governamentais aumentando o uso de softwares open source, como o Linux, fica cada vez mais claro que o preço não é a única vantagem. Se fosse, as empresas que adotaram ferramentas abertas durante o pior da recessão já teriam retornado para soluções proprietárias agora que a economia está melhor. E esse não é o caso.

Os negócios que se viram empurrados para ferramentas de código livre após sofrerem com restrições de orçamento logo identificaram outras vantagens, observadas na lista a seguir.

1 – Segurança
É difícil pensar em um argumento melhor do que a superioridade das ferramentas de código aberto em termos de segurança. Recentemente, descobriu-se uma brecha no kernel do Android que poderia trazer riscos. Mas a única razão pela qual a falha foi descoberta é porque o código é aberto ao público.

Essa, aliás, é a filosofia de Linus Torvalds, criador do Linux: quanto mais olhos, mais as chances dos bugs serem identificados antes de causar incômodo. E é um argumento bem oposto à segurança pela obscuridade, usado por algum dos fabricantes de softwares proprietários caros como argumento para a estrutura fechada. Mas a falta de notificações de falhas de segurança no sistema do iPhone e do iPad ou no Windows significam que esses sistemas são mais seguros? A história prova que não.

2 – Qualidade
O que é melhor? Um software empacotado por um grupo pequeno de profissionais ou um software em criação constante por milhares de desenvolvedores? Assim como há milhares zelando pela segurança do código aberto, muitos outros estão pensando o tempo todo em inovar e melhorar os recursos.

O que isso significa? O código aberto também é feito por usuários, o que o torna mais próximo do que os usuários querem. E isso já foi provadio em estudos recentes, que demonstraram que a suposta superioridade é a razão principal pela qual empresas escolhem o código aberto.

3 – Personalização
Ter um software que pode ser alterado e customizado de acordo com o gosto da empresa, sem precisar esperar avanços por parte do fabricante, é também uma das maiores vantagens. Um desenvolvedor competente adiciona funcionalidades como quem altera palavras em um texto do Word.

4 – Liberdade
Quando os negócios se voltam ao código aberto, as empresas ficam livres da ameaça de ser aprisionada dentro de pacotes proprietários engessados. Clientes de fornecedores como esses ficam a mercê da visão, requisitos, preços, prioridades e limites impostos pelo fornecedor. E tudo isso com uma conta no final do mês ou do ano.

5 – Flexibilidade
Quando a empresa usa softwares como Windows ou Office, entra em um ciclo no qual precisa atualizar software e hardware infinitamente. O código livre, por outro lado, usa muito menos recursos da máquina e pode ser rodado até mesmo em hardwares mais lentos. A empresa decide a hora de atualizar, não o fornecedor.

6 – Interoperabilidade
Software livre é muito melhor na aderência a padrões abertos e até mesmo a ferramentas proprietárias. Se a interoperabilidade for necessária com outras empresas, computadores e usuários, a vida fica muito mais fácil com o código aberto.

7 – Auditoria
Com o sistema fechado, você só tem a palavra do vendedor para provar que o software é de fato seguro e aderente a padrões. O código aberto oferece visibilidade para o cliente, que pode ter mais certeza sobre o que está rodando em casa.

8 – Opções de suporte
Software de código aberto possui comunidades com extensas documentações, fóruns de discussões, listas, wikis, grupos de notícias e, dependendo de quem fornece a distribuição, até mesmo suporte ao vivo via chat gratuito.
Para os negócios que querem melhoria, há muitas opções pagas de suporte com preços bem menores do que os fornecedores proprietários cobram. Os fornecedores de suporte para ferramentas abertas costumam dar respostas melhores e mais rápidas, pois têm sua receita focada nesse serviço.

9 – Custo
O custo de comprar uma solução proprietária é muito difícil de ser medido, pois tem a proteção por vírus obrigatória, taxas de suporte, despesas de atualização e ainda o preço a ser pago por ser aprisionado em alguma solução. No final, o custo é muito maior do que a companhia imaginava inicialmente.

10 – É possível experimentar antes de usar
Se você está considerando usar o software de código aberto, não custará nada realizar testes de qualidade antes de usá-lo. Em parte porque é gratuito mesmo. E em parte porque o código aberto oferece muito mais opções para quem quiser testar, como a possibilidade de criar Live CDs para Linux, por exemplo.

Conclusão
Mesmo com todos esses argumentos, só a própria empresa será capaz de realizar uma análise profunda para verificar se o software livre é uma boa opção. Além disso, pode ser que o código aberto não seja a solução para todas as necessidades da empresa. Mas, diante de todos os benefícios, é necessário ao menos considerá-lo entre as opções.


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